O estado da fraude de identidade: Serviços jurídicos
Autor
Kirk Pepi
Publicado
May 5, 2026
Categorias
Digital trust
Tempo de leitura
5 minutos

Os serviços jurídicos registram as menores taxas de fraude de identidade em comparação com qualquer outro setor da pesquisa da Lumin, mas são os mais preocupados com ameaças impulsionadas por IA. Explicamos o que está por trás desse contraste, como o setor enxerga assinaturas eletrônicas e por que 92% planejam aumentar o investimento em verificação de identidade.
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Índice
- 1. Baixa fraude, riscos altos
- 2. O perigo das fraudes impulsionadas por IA
- 3. Assinaturas eletrônicas: Alta adoção, baixa confiança
- 4. O papel das identidades digitais
- 5. Empresas jurídicas já estão se movimentando
- 6. Tudo sobre fraude de identidade
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Um novo relatório da Lumin, Identidade digital nos negócios: ameaças, impactos e oportunidades, revela como setores-chave estão sendo impactados pela fraude de identidade — e como estão reagindo. Entre os 1.000 tomadores de decisão entrevistados, os que atuam em serviços jurídicos relatam a menor incidência de fraude de identidade no último ano, mas são os mais preocupados com novas ameaças impulsionadas por IA que miram fluxos de trabalho relacionados a contratos.
Como você verá a seguir, o setor reconhece esses riscos emergentes e já está se preparando para enfrentá-los.
Para conhecer tendências semelhantes em outros setores, veja nossos outros guias sobre fraude de identidade nos serviços financeiros, consultoria, saúde e setor público.
Baixa fraude, riscos altos
A maioria das organizações no nosso estudo (56%) experimentou ao menos um episódio de fraude de identidade no último ano, sendo que mais de um terço (36%) sofreu múltiplos ataques.
Em contrapartida, apenas 20% das organizações de serviços jurídicos relataram fraude de identidade nesse período — a menor taxa de todos os setores pesquisados. Para comparação, no setor financeiro, 80% dos tomadores de decisão afirmam ter passado por pelo menos um episódio.
Essa taxa relativamente baixa pode ser resultado de maior percepção de risco, cautela e outros fatores. Muitos profissionais do direito são treinados para verificar identidades, analisar assinaturas e manter trilhas de auditoria, o que eleva a vigilância contra fraudes.
Ainda assim, os serviços jurídicos seguem sendo altamente expostos à fraude de identidade por diversos motivos. Empresas do ramo lidam com contratos, petições e outros documentos sensíveis, tornando-se alvos atraentes para tentativas de falsificação e manipulação. Um único episódio de fraude pode gerar grandes consequências, como perda de receita e danos reputacionais.
O perigo das fraudes impulsionadas por IA
Em comparação com outros setores, o segmento de serviços jurídicos é o mais preocupado com fraudes feitas por IA. Um total de 78% dos tomadores de decisão declara que seus contratos e acordos são "extremamente" vulneráveis a esse tipo de ameaça, enquanto 8% afirmam estarem "muito" vulneráveis. A média geral entre os setores é de 48%.
Outros setores também demonstram bastante preocupação. Por exemplo, 60% das empresas de serviços financeiros dizem estar "extremamente" ou "muito" vulneráveis a fraudes com IA, talvez pelo alto valor dos dados e ativos sob sua guarda.
A fraude por IA vai muito além de golpes tradicionais, como phishing e engenharia social. Esse tipo de ameaça inclui:
- Documentos de identidade falsos: Ferramentas de IA podem criar CNHs, passaportes e outros documentos que parecem legítimos à primeira vista, permitindo que golpistas burlem verificações de identidade de empresas jurídicas.
- Deepfakes: Deepfakes são áudios ou vídeos gerados por inteligência artificial. Alguns são tão realistas que conseguem imitar a fala ou a aparência de uma pessoa. Apenas 17% dos entrevistados da área jurídica estão “muito” ou “totalmente” confiantes na sua capacidade de detectar deepfakes.
- Fraude sintética de identidade: Nesses casos, golpistas misturam informações verdadeiras e falsas para criar identidades inéditas. Só 17% dos profissionais jurídicos afirmam confiar na detecção desse tipo de fraude.
Esses métodos estão cada vez mais sofisticados e difíceis de identificar, mesmo para profissionais do direito treinados em fraude. A fraude por IA é especialmente perigosa em fluxos de trabalho que dependem de verificação remota, como coletar e administrar assinaturas eletrônicas.
Assinaturas eletrônicas: Alta adoção, baixa confiança
Também buscamos entender como diferentes setores têm adotado as assinaturas eletrônicas. Plataformas de assinatura eletrônica são usadas mais frequentemente nos serviços jurídicos do que em qualquer outro setor — 80% das organizações adotaram essa solução para capturar assinaturas.
Apesar disso, o setor jurídico é o mais cético em relação a essas plataformas. Apenas 10% dos tomadores de decisão têm "total confiança" na segurança oferecida atualmente pelas ferramentas de assinatura eletrônica, enquanto expressivos 87% acreditam que a tecnologia ainda pode melhorar.
Esse cenário difere bastante do setor financeiro, onde apenas 32% das organizações utilizam uma plataforma específica de assinatura eletrônica como método principal de coleta de assinaturas. Muitos ainda preferem métodos tradicionais, como assinatura manuscrita.
O ceticismo pode estar ligado ao avanço recente da inteligência artificial. À medida que deepfakes e assinaturas geradas por IA se tornam mais comuns, algumas empresas jurídicas sentem que as ferramentas de assinatura eletrônica tradicionais já não oferecem a segurança necessária.
As empresas do setor jurídico também podem desconfiar das plataformas convencionais devido à sua natureza mais criteriosa e conservadora. Como já dissemos, profissionais da área geralmente lidam com documentos sensíveis. Precisão, conformidade e verificação de identidade são aspectos essenciais.
O papel das identidades digitais
Diante de tantas preocupações, não surpreende que serviços jurídicos apoiem soluções avançadas de verificação de identidade.
No total, 93% dos profissionais de serviços jurídicos apoiam a adoção de IDs digitais emitidos pelo governo. Setenta e seis por cento dos tomadores de decisão do setor defendem essas soluções principalmente pela segurança e redução de fraude que proporcionam — índice maior que o de outros setores.
Identidades digitais (emitidas pelo governo ou por instituições privadas credenciadas) podem ajudar empresas do setor jurídico a validar acordos e evitar fraudes. Em comparação, apenas 16% das financeiras apoiam IDs digitais governamentais pelo mesmo motivo.
IDs digitais ajudam profissionais do direito a confirmar quem está assinando um contrato. Um órgão governamental valida a identidade da pessoa uma vez e emite uma credencial verificável, que pode ser usada posteriormente para verificações de identidade rápidas e seguras.
De modo geral, 93% dos entrevistados da área jurídica apoiam a adoção de IDs digitais governamentais, com 13% afirmando que facilitam a verificação de identidade.
Empresas jurídicas já estão se movimentando
A fraude de identidade é uma ameaça crescente, e o setor jurídico está se antecipando ao futuro. O relatório mostra que 92% dos tomadores de decisão planejam investir em processos e tecnologias de verificação de identidade nos próximos 12 a 24 meses — o maior índice entre todos os setores pesquisados. Dez por cento prevêem um investimento significativo, enquanto 82% esperam um aumento mais moderado nos gastos.
Essa onda de investimentos pode ser resultado de ameaças emergentes, como fraudes com IA. Ao investir em tecnologias de ponta, profissionais do direito conseguem reforçar as verificações no momento da assinatura e melhorar fluxos de acordos.
Tudo sobre fraude de identidade
Para um olhar mais aprofundado sobre o impacto da fraude de identidade nos serviços jurídicos e em outros setores, faça o download do novo relatório da Lumin, Identidade digital nos negócios: ameaças, impactos e oportunidades.
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