Explorar todos os blogs

Por que a plataforma de assinatura eletrônica precisa de uma atualização

Autor

Max Ferguson

Publicado

May 19, 2026

Categorias

eSigning

Tempo de leitura

3 min

Assinatura digital segura em um computador e em um celular

Max Ferguson, fundador e CEO da Lumin, analisa por que as plataformas de assinatura eletrônica criadas para velocidade não respondem à necessidade de verificação de identidade — e o que está impulsionando a nova fase dos acordos digitais.

Você também pode ler este artigo em English, Français, Español e Tiếng Việt.

Índice

  • 1. A inteligência artificial mudou o cenário de ameaças
  • 2. O mercado está se movendo
  • 3. O que precisa mudar
  • 4. Saiba mais

Quando as primeiras plataformas de assinatura eletrônica foram lançadas há duas décadas, elas resolveram um problema real. Substituíram a assinatura em papel, lenta e burocrática, por fluxos digitais mais rápidos, facilitando para as pessoas concluírem acordos sem precisar estar no mesmo lugar.

Essa mudança ajudou a preparar o terreno para formas mais flexíveis de trabalhar e fazer negócios. Tornou possível o trabalho remoto em escala e eliminou grande parte do atrito nas transações do dia a dia.

No entanto, essas plataformas foram criadas para uma outra época, que priorizava conveniência e velocidade em vez de verificar a identidade de quem estava assinando o documento. Essa distinção não era tão importante quando o principal risco era alguém esquecer de assinar uma página. Agora faz muita diferença, e está impulsionando a próxima fase de como os acordos digitais são tratados.

Hoje, as organizações usam acordos digitais em transações de alto valor, desde contratações até garantia de propriedades e acesso a crédito. Nessas situações, não basta saber que um documento foi assinado. É preciso ter ainda mais certeza de quem assinou.

A inteligência artificial mudou o cenário de ameaças

Ao mesmo tempo, o ambiente em torno das plataformas de assinatura eletrônica mudou consideravelmente nos últimos anos.

Ferramentas com inteligência artificial estão facilitando a reprodução de assinaturas manuscritas, a produção de documentos falsificados e a geração de identidades sintéticas que passam nas verificações tradicionais. Em nosso novo relatório, Identidade digital nos negócios: Ameaças, impactos e oportunidades, 94% das organizações disseram que os fluxos de acordos são ao menos um pouco vulneráveis a fraudes alimentadas por IA, com quase metade (48%) classificando esse risco como muito ou extremamente alto.

Esse risco já faz parte da realidade. Temos visto casos em que pessoas são impersonadas online, com acordos emitidos sob identidades falsas e pagamentos realizados com base nesses documentos. Apesar de esse cenário já ser possível antes, agora ficou muito mais fácil de executar e difícil de detectar.

O mercado está se movendo

As organizações estão começando a perceber onde os processos atuais são insuficientes, mudando a forma de pensar sobre a integridade dos acordos e se os métodos de assinatura oferecem o nível de garantia necessário.

Muitas já estão ajustando a abordagem de verificação de identidade. Mais da metade dos negócios que entrevistamos (54%) acredita que as plataformas de assinatura eletrônica atuais precisam de mais segurança ou não são suficientes para acordos importantes. Ao mesmo tempo, 77% planejam aumentar o investimento em verificação de identidade nos próximos dois anos.

A velocidade já não é mais a principal prioridade. É preciso ter confiança em quem está do outro lado da transação, sem desacelerar o processo.

O que precisa mudar

A próxima fase das plataformas de assinatura eletrônica já está indo além de simplesmente capturar uma assinatura e avançando para a verificação da identidade por trás dela.

Na prática, isso significa integrar a verificação de identidade ao fluxo de assinatura, para que seja possível confirmar que a pessoa correta assinou, não apenas alguém com acesso a um link de e-mail que clicou em um botão. Ao mesmo tempo, uma verificação mais forte não pode prejudicar a experiência. Assinar ainda deve ser simples e fluido.

Já começa a ficar claro como isso pode funcionar no cotidiano. O Verified Digital Signing da Lumin é um exemplo disso, verificando o assinante a partir de uma credencial digital validada no momento da assinatura, em vez de confiar em quem tem acesso à caixa de entrada de e-mail.

Saiba mais

As organizações precisam validar com quem estão lidando, mas não vão aceitar processos mais lentos ou complexos para isso. O foco agora é tornar a verificação de identidade parte do fluxo de trabalho.

Para se aprofundar sobre como a fraude de identidade digital está impactando as organizações e como elas estão respondendo, baixe o relatório completo: Identidade digital nos negócios: ameaças, impactos e oportunidades.